segunda-feira, 12 de novembro de 2012

postagem em preto e branco.


Ali, aos pés da cama ela faz massagem nos pés da filha que não os sente mais.

Em seu rosto as marcas de expressão mostram a tristeza de uma mãe que já enterrou um filho.
           Por mais que o toque seja como faca que vai cortando a pele, a filha deixa que a mãe afague  suas mãos e faça cafuné em  sua cabeça, afinal mãe é mãe e seu carinho é  especial, é mão de Deus a nos tocar e a nos acalmar como quem diz “vai ficar tudo bem, eu estou aqui”.

Ela acha que o que fez não foi o suficiente e que parte da culpa de sua filha estar ali, naquela situação,  é sua culpa.

Que mania boba é essa dos pais acharem que o que fazem aos filhos nunca é o suficiente?

É, talvez um dia eu saiba que descontentamento descontente é esse, mas por ora só consigo me deter e me desconcertar com aquele olhar e com aquelas mãos enrugadas que afagavam a filha, afagavam o corpo  de quem tanto se ama, como que em um tom de despedida forçada, em um apertar as mãos como de quem quer  trocar de lugar por achar que não aguenta mais uma perda e prefere ser aquela a quem se perde.

           Ao presenciar tal cena um só pensamento me veio : Que Deus tenha piedade daquela mãe.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

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No carro, no notebook, no trabalho.Eis minha nova paixão musical: Lucas Santtana e seu álbum "O Deus que devasta mas também cura".


quarta-feira, 7 de março de 2012






"Porque há ainda no mundo,
graças a Deus,
almas-astros onde eu gosto de me refletir,
almas de sinceridade
e de pureza sobre as quais
adoro debruçar a minha."
Florbela Espanca

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Velha infância

Pelo muro que dividia a minha casa e a dela se fazia o diálogo (gritos):
Aline :Malu,quer brincar comigo?
Malu:Queeero.

Aline:Tu pode vir pra cá?

Malu:Pera,vou perguntar pra mamãe(depois de alguns minutos)

Malu:Aline,a mamãe deixou,to indo tá?!

Aline:Tá.

E quase todo dia a tarde era sagrado esse dialogo aconteecer,ou eu ia pra casa dela ou ela vinha pra minha e brincávamos a tarde toooda.




Eu não sei lembrar da minha infância sem lembrar dela,das tardes na goabeira,das estratégias pra pegar os filhotes da cadela da casa dela,das brincadeiras no montinho de terra,das coreografias de sandy e junior,das brincadeiras com as barbies,e dela dizendo que queria uma casa de "tejolo" que nem a minha.Bons momentos,guardados com muito carinho.
É sem dúvida a minha melhor .

quinta-feira, 18 de março de 2010

um amor sem igual


Meses depois de um aborto espontâneo ela descobriu que estava grávida.A felicidade?Não podia ser maior,afinal de contas ser mãe é uma dávida divina e por sermos capazes de amar além do que imaginamos essa missão nos foi destinada.
Ela foi avisada que a gravidez seria de risco,mas ela por já sentir aquele pedacinho de felicidade dentro de si não se importou nenhum pouco em se arriscar.Os meses iam passando,e a cada ultrasom,a cada chute do bebê o amor que ela sentia só ia aumentando e a ansiedade de vê-lo era cada vez maior.No dia 29 de outubro de 1991 (data não prevista para o nascimento) a bolsa estourou.Não estava nada preparado,as bolsas de sangue que ela precisaria durante a cesariana não tinham sido colhidas,as pessoas que doariam sangue não estavam ali.Tinha que ser naquela hora,não adiantava e teria que dar um jeito ,ou a vida da mãe e a vida do bebê estariam em risco.A doutora Maria Luiza foi a responsável pela doação de uma bolsa de sangue,a única bolsa de sangue que foi preciso,e como ela sempre diz a mão de Deus operou por ela naquela hora para que ela só precisasse apenas daquela bolsa de sangue.
Antes da operação começar, o doutor juntamente com outros médicos conversaram com a mãe e lhe contaram o que provavelmente ocorreria (uma das duas não resistiria) e deixaram que ela decidisse entre sua vida e a de sua fiha.Como ela poderia desistir daquele bebê que ela esperou durante oito meses?!Como ela poderia decidir a favor de sua vida se sua vida já era aquele bebê,a sua filha?!Com toda a coragem e fé que tinha ela decidiu por sua filha.A última coisa que ela sentiu foi a dor da anestesia.Na virada do dia 29 pro dia 30,exatamente 00:10 sua filha nasceu e pra surpresa dos médicos e alívio da família as duas resistiram.A neném parecia um ratinho,era só canela (e é até hoje,hehe).Sua mãe a chamava de milagre de Deus.

Os anos se passaram e aquele bebê cresceu,se tornou uma "mulher" que tem uma admiração sem tamanho por sua mãe e que ama ouvir a história do seu nascimento,que fica orgulhosa da coragem que sua mãe teve e que quer poder sentir esse amor materno algum dia,quer poder sentir esse amor sem limites,sem tamanho.A mãe da história é a minha e o bebê que até hoje ela chama de milagre de Deus sou eu.Já passamos por tanta coisa,coisas que fizeram nossa relação se estreitar cada vez mais e que hoje em dia só me fazem ver a mulher maravilhosa que temos em casa,eu a admiro como mãe,como esposa,como filha,como cristã.Mulher de fé inabalável,que acredita no seu Deus e que tem consigo que ele nunca a abandonará.Ela é meu exemplo de mulher guerreira,não porque ela fez algum ato heróico ou algo assim,mas por ter construído junto com meu pai uma família abençoada,por ter construído junto com ele tudo o que temos hoje.
Tudo o que sou eu devo a eles.São meu modelo,que eu possa construir uma família que também seja fundamentada no mesmo amor e cumplicidade que meus pais construiram a nossa.A Deus eu agradeço pela vida de minha mãe e por eu ter sido a sortuda de ter sido gerada e esperada com tanto amor por ela.Eu te amo minha mãe e esse amor alimenta meus dias,me faz forte,me faz feliz.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Love Story

Eu sempre fui a amiga cúpido,a que dava o maior apoio pra fulana ficar com fulano e zaz.Sempre a conselheira dos relacionamentos de amigas e seus namorados, apesar de nunca ter namorado.Achava lindo as demonstrações de carinho entre eles e nunca me imaginei daquele jeito com alguém.
Dizem que quando a gente menos espera o amor aparece,a oportunidade certa surge,e pra minha sorte foi assim que aconteceu.Quando eu menos esperei o amor chegou.Esse amor chegou em um típico dia de sábado, no cinema.Um amigo em comum nos apresentou,nos cumprimentamos e nada demais aconteceu naquele dia,foi bem pouco o tempo que passamos na presença um do outro,sem troca de olhares,sem interesses.
Não pensei que fosse vê-lo novamente,na verdade ele não era nenhum pouco a pessoa que tava tomando meus pensamentos aqueles últimos tempos.Semanas depois,em um domingo de círio,aquele menino a quem fui apresentada estava lá,envolvido na mesma causa que eu e que nossos amigos em comum.Daquela vez ele me chamou atenção,o seu jeito simpático, o modo como me tratou,o jeito como andava.Ele era do Convênio do colégio Moderno,eu era do primeiro ano do colégio Bartolomea.Minha amiga namorava o amigo dele e esse e os ensaios para os jogos internos do moderno foram o meu pretexto pra vê-lo,mesmo sabendo que ele me via apenas como uma colega e que aquela vontade de poder ser mais do que isso só partia de mim.Ao final de um desses ensaios ele,vendo que eu estava deslocada e "abandonada" pela amiga que estava aos beijos com o amigo dele,chegou comigo e em um gesto simples com poucas palavras,que lembro até hoje,disse: fica perto de mim que eu nunca vou te deixar sozinha.Pra quê ele falou aquilo?!Pra ele aquilo podia ser só uma gentileza,mas pra mim aquela atitude foi fundamental pra ele ter mais ainda minha atenção,mesmo que ele não percebesse,mesmo que ele nem ligasse.Comentei esse sentimento de vontade com a amiga que tínhamos em comum e ela querendo dar uma de cupido comentou com o namorado, que era o melhor amigo dele.As indiretas mandadas por eles não adiantaram de nada,porque ele não entendia,achava que eu tratava todo mundo daquele jeito,sempre gentil,sempre rindo.Ele não se tocava que as vezes que eu ria era de nervosismo por estar perto dele,todo mundo percebia,menos ele.E assim se passou um tempinho.
Fizeram os "papos" pra gente,disseram pra ele que se não fosse naquele sabado eu não ia mais querer e falaram o mesmo pra mim,que se não fosse naquele sabado ele não queria mais ficar comigo.Eu detesto me sentir sob pressão mas topei.O combinado foi de irmos para o cinema,nós e um outro casal.Cheguei tão nervosa no cinema.O filme começou e nada dele chegar.Já estava convencida de que não era pra ser,de que aquilo era o destino (acredito nisso) e de que se não fosse naquele dia eu não ia mais me envolver com ele.O filme acabou e ele não foi.Dando aquela voltinha no shopping recebo uma ligação de um amigo dizendo que eles (inclusive o tárcio) estavam subindo.O meu nervosismo aumentou,eu não parava de falar.Não sei o que me deu,quando eles chegaram eu peguei no braço dele e toda a galera que tava com a gente começou a procurar um lugar pra sentar.Quando todos estávamos já sentadinhos,eu começando a conversar com ele,aquela galera toooda se levantou e foi sentar pra outro lugar.Enfim sós.Eu?Caraaaamba,tava a mil por hora.Conversa vai ,conversa vem chegou a hora do beijo,que eu não estava esperando.Eu não conseguia olhar pra ele,olhava pra tudo,menos nos olhos dele.E de repente,ele veio na minha direção,me beijou.O beijo?O mais desastroso possível, porque eu,toda nervosa,bati meu dente no dele,e aquela situação me fez parar pra rir.Trocamos telefone e tudo.Os dias passavam e a gente ia se conhecendo melhor,beijando melhor,hehe.
No dia 22 de novembro de 2007,em frente a igreja dos capuchinhos ele me pediu em namoro.É,foi lindo pra mim.Eu?Uma baita sortuda,que esperou pela pessoa certa,no momento certo.De lá pra cá muita história pra contar,um amor cada vez maior,uma vontade de melhorar pelo outro,com o outro.A cada término e a cada volta uma necessidade da presença,da conversa,das risadas,enfim,do outro.E a distância que agora existe não me é nada perto desse amor que eu sinto,que me faz forte,que me faz feliz.
A verdade que eu sinto quando ele diz que me ama e que quer construir uma vida comigo,é a sinceridade dele ao dizer que tá chateado com certa atitude minha,é o fato de eu me sentir protegida quando eu tô com ele,é aquele sorriso que ele dá quando eu faço alguma gracinha mesmo ele estando chateado comigo,é mesmo querendo ficar chateada com ele e não conseguir,é ver um futuro com ele,é me apaixonar várias vezes pela mesma pessoa,é sentir nele um companheiro,alguém que eu tenho a certeza de que não vai fechar os braços e não vai negar ajuda quando eu mais precisar,é a confiança que foi crescendo e sendo construida com o tempo em uma base forte chamada conversa.Tudo isso me faz sentir que isso,que ele é amor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Colhendo os frutos daquilo que plantei...

Dia 23 a tarde,como de costume,chequei pra ver se não tinha nenhuma mensagem ou ligação no meu celular.Pra minha surpresa tinha uma mensagem da Jade (minha amiga) e pra mais surpresa ainda ela dizia que resultado do processo seletivo 2010 da unifap ia sair na véspera de natal.Eu não sabia o que fazer,não sabia se chorava de nervosismo,se chorava de tristeza por não estar em casa com meus pais e meus amigos ,que viram o quanto eu me esforcei,o quanto eu "neurei",o quanto chorei por me sentir pressionada ,por tomar decisões que mudariam meu rumo.Depois do susto e de xingar muito a UNIFAP decidi que viria pra macapá,querendo o papai ou não,afinal era um momento meu,um momento pelo qual eu me esforcei pra que acontecesse,pelo qual eu esperei o ano todo,pelo qual eu idealizei.Avisei a mamãe que viria pra macapá,mas não deu nem tempo de entrar na interner pra comprar a passagem pois papai na mesma hora ligou pra minha tia e disse que não era pra ela comprar passagem nenhuma pra mim.Uma onda de tristeza bateu ,queria tentar enteder os motivos dele,pois sabia que deveria tê-los.Depois de chorar conversando no msn com a mamãe e sensibilizar meus primos no meu estado e de ganhar até bombom pra parar de chorar eu tentei dormir pra ver se aquele dia passava logo.Sete e e meia da manhã do dia 24 eu estava de pé e nem adiantava tentar dormir porque isso era o que eu menos queria fazer,apesar do sono.Tomei aquele banho e debaixo do chuveiro,sentindo a agua cair no meu rosto,refleti sobre tanta coisa e sobre como seria aquele dia,de como seria se eu passasse,de como seria se eu não passasse,quem iria comemorar ou me dar colo.Com a familia de belém (tia e tio) tomei aquele café e ri um pouco das gracinhas do tio,tava precisando disso.Fui pro computador,o único lugar onde me sentia mais perto de casa,e fiquei lá,esperando alguma das meninas entrarem,esperando algum sinal de vida de alguém que estivesse na mesma expectativa que eu,na mesma situação que eu.Para o meu alívio,ou talvez desespero,várias pessoas entraram e ficaram ali comigo,seja no msn,orkut ou twitter,esperando o rádio começar a anunciar a lista de aprovados da UNIFAP.No twitter era gente contando os minutos pra lista ser anunciada,no orkut era gente dando boa sorte,no msn era trocando sites da radio em que o resultado ia sair.Eu,apesar de ter combinado escutar o resultado pelo telefone com a mamãe,coloquei no site da rádio que tem parceria com o Podium (meu cursinho) mas a transmição estava péssima,só escutava chiados e bem ao fundo a voz do radialista,que dizia que em poucos minutos iriam estar trasmitindo o resultado.Quando escutei isso meu nervosismo aumentou.Meu primo ali,nervoso comigo,nervoso por mim,por estar na mesma situação e saber que daqui há um mês será a vez dele.A única pessoa que tava nervosa comigo e que não me deixou sozinha naquele momento.Ficava atualizando o site da UNIFAP no computador e eu no notebook,tentando escutar dentro de todo aquele chiado algum sinal de listão.Quando vejo o telefone começa a vibrar,era a mamãe,que tava sintonizada na radio que rinha convenio com o Podium.O listão já tinha começado a sair.Primeiro arquitetura,depois enfermagem,e eu cada vez mais nervosa.Desliguei o telefone e logo depois mamãe retorna a ligação e diz:Filha,vai começar a relação do aprovados de Direito.Não,eu não sabia o que fazer.No telefone escutando a lista que era lida por um professor querido demais por mim (Buras),as mãos preguentas de suor,esperando sair o nome de algum conhecido,de algum amigo.Ah,quando escutei "Lilian Valéria Cunha do Rosário,Bianca Nunes dos Santos" a única reação que tive foi gritar,aquele grito que tava entalado ja fazia um tempo.Minha tia abriu a porta do quarto perguntando o que tinha acontecido e eu toda empolgada,ainda com o telefone na mão falei a ela que minhas amigas tinham passado.Quando terminei de falar escuto :Maria Luiza Medeiros dos Santos.Caramba,que emoção.Larguei o telefone ,encolhi as pernas,coloquei as mãos no rosto e falei:Eu passei,eu passei.Ah,depois disso as lagrimas rolavam feito chuva no meu rosto,os soluços vinham sem eu querer.Minha tia me abraçou,ah como eu tava precisando daquele abraço,logo em seguida meu tio,e logo depois aquela pessoa que ficou vibrando ali comigo,que torceu por mim,meu primo,que com os olhos vermelhos e marejados me deu um abraço de como quem diz:você merece,parabéns.Lembrei que tinha largado o celular e que lá do outro lado estava a mulher da minha vida,minha mãe,que chorou comigo ao telefone,me parabenizou e disse que me amava.Pra minha felicidade Papai me liga todo empolgado me parabenizando e eu entre o soluço e o choro agradeci.Passada essa emoção cada um voltou pra seu afazer,eu tentando falar com uma das meninas.Sentada ali no sofá com o notebook e o celular perto tia carmen me olha da cozinha e diz :teu pai tá no telefone ,perguntou se nao queres ir pra macapa agora.A resposta foi automática:é lógico que eu quero.A partir daí foi uma correria,comprar passagem e tudo.Meu vôo saiu 12:20.Eu?Vinha nervosa com vontade de gritar pra todo mundo ouvir no avião que eu tinha passado.O avião pousou e meu coração acelerou.Atordoada peguei minha mochila,apenas com umas peças de roupa, e fui correndo pela pista até a sala de embarque.Ah,que saudade que eu tava do abraço da mãe,do pai e da irmã,que saudade que eu tava deles.Fomos direto pro Podium,já era 13:20 e a festa ja devia estar no final.Chegando lá recebi o abraço dos professores,e na outra esquina estava a galera,a minha galera.Que abraços,quanta saudade que eu tava deles,daquele calor de amigos.Subimos no carro e vinhamos gritando que tínhamos passado.A galera na rua olhava e parabenizava.Caramba,foi bom demais.Até o padeiro de uma padaria que paramos jogou trigo em mim.Corri pela rua igual uma doida gritando,fiz dança do siri com o sinal vermelho.Enfim chegamos em casa,recebi minha familia,meu amigos,e caramba,foi tudo muito bom,posso dizer:FOI O MELHOR PRESENTE DE NATAL.Meu esforço valeu a pena.Agradeço a Deus por ter me dado forças quando eu já tava sem.Agora é voltar pra belém e tentar ter uma vaguinha na Federal de lá.