Pelo muro que dividia a minha casa e a dela se fazia o diálogo (gritos):
Aline :Malu,quer brincar comigo?
Malu:Queeero.
Aline:Tu pode vir pra cá?
Malu:Pera,vou perguntar pra mamãe(depois de alguns minutos)
Malu:Aline,a mamãe deixou,to indo tá?!
Aline:Tá.
E quase todo dia a tarde era sagrado esse dialogo aconteecer,ou eu ia pra casa dela ou ela vinha pra minha e brincávamos a tarde toooda.
Eu não sei lembrar da minha infância sem lembrar dela,das tardes na goabeira,das estratégias pra pegar os filhotes da cadela da casa dela,das brincadeiras no montinho de terra,das coreografias de sandy e junior,das brincadeiras com as barbies,e dela dizendo que queria uma casa de "tejolo" que nem a minha.Bons momentos,guardados com muito carinho.
É sem dúvida a minha melhor .
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
um amor sem igual

Meses depois de um aborto espontâneo ela descobriu que estava grávida.A felicidade?Não podia ser maior,afinal de contas ser mãe é uma dávida divina e por sermos capazes de amar além do que imaginamos essa missão nos foi destinada.
Ela foi avisada que a gravidez seria de risco,mas ela por já sentir aquele pedacinho de felicidade dentro de si não se importou nenhum pouco em se arriscar.Os meses iam passando,e a cada ultrasom,a cada chute do bebê o amor que ela sentia só ia aumentando e a ansiedade de vê-lo era cada vez maior.No dia 29 de outubro de 1991 (data não prevista para o nascimento) a bolsa estourou.Não estava nada preparado,as bolsas de sangue que ela precisaria durante a cesariana não tinham sido colhida
s,as pessoas que doariam sangue não estavam ali.Tinha que ser naquela hora,não adiantava e teria que dar um jeito ,ou a vida da mãe e a vida do bebê estariam em risco.A doutora Maria Luiza foi a responsável pela doação de uma bolsa de sangue,a única bolsa de sangue que foi preciso,e como ela sempre diz a mão de Deus operou por ela naquela hora para que ela só precisasse apenas daquela bolsa de sangue.
Antes da operação começar, o doutor juntamente com outros médicos conversaram com a mãe e lhe contaram o que provavelmente ocorreria (uma das duas não resistiria) e deixaram que ela decidisse entre sua vida e a de sua fiha.Como ela poderia desistir daquele bebê que ela esperou durante oito meses?!Como ela poderia decidir a favor de sua vida se sua vida já era aquele bebê,a sua filha?!Com toda a coragem e fé que tinha ela decidiu por sua filha.A última coisa que ela sentiu foi a dor da anestesia.Na virada do dia 29 pro dia 30,exatamente 00:10 sua filha nasceu e pra surpresa dos médicos e alívio da família as duas resistiram.A neném parecia um ratinho,era só canela (e é até hoje,hehe).Sua mãe a chamava de milagre de Deus.
s,as pessoas que doariam sangue não estavam ali.Tinha que ser naquela hora,não adiantava e teria que dar um jeito ,ou a vida da mãe e a vida do bebê estariam em risco.A doutora Maria Luiza foi a responsável pela doação de uma bolsa de sangue,a única bolsa de sangue que foi preciso,e como ela sempre diz a mão de Deus operou por ela naquela hora para que ela só precisasse apenas daquela bolsa de sangue.Antes da operação começar, o doutor juntamente com outros médicos conversaram com a mãe e lhe contaram o que provavelmente ocorreria (uma das duas não resistiria) e deixaram que ela decidisse entre sua vida e a de sua fiha.Como ela poderia desistir daquele bebê que ela esperou durante oito meses?!Como ela poderia decidir a favor de sua vida se sua vida já era aquele bebê,a sua filha?!Com toda a coragem e fé que tinha ela decidiu por sua filha.A última coisa que ela sentiu foi a dor da anestesia.Na virada do dia 29 pro dia 30,exatamente 00:10 sua filha nasceu e pra surpresa dos médicos e alívio da família as duas resistiram.A neném parecia um ratinho,era só canela (e é até hoje,hehe).Sua mãe a chamava de milagre de Deus.
Os anos se passaram e aquele bebê cresceu,se tornou uma "mulher" que tem uma admiração sem tamanho por sua mãe e que ama ouvir a história do seu nascimento,que fica orgulhosa da coragem que sua mãe teve e que quer poder sentir esse amor materno algum dia,quer poder sentir esse amor sem limites,sem tamanho.A mãe da história é a minha e o bebê que até hoje ela chama de milagre de Deus sou eu.Já passamos por tanta coisa,coisas que fizeram nossa relação se estreitar cada vez mais e que hoje em dia só me fazem ver a mulher maravilhosa que temos em casa,eu a admiro como mãe,como esposa,como filha,como cristã.Mulher de fé inabalável,que acredita no seu Deus e que tem consigo que ele nunca a abandonará.Ela é meu e
xemplo de mulher guerreira,não porque ela fez algum ato heróico ou algo assim,mas por ter construído junto com meu pai uma família abençoada,por ter construído junto com ele tudo o que temos hoje.
Tudo o que sou eu devo a eles.São meu modelo,que eu possa construir uma família que também seja fundamentada no mesmo amor e cumplicidade que meus pais construiram a nossa.A Deus eu agradeço pela vida de minha mãe e por eu ter sido a sortuda de ter sido gerada e esperada com tanto amor por ela.Eu te amo minha mãe e esse amor alimenta meus dias,me faz forte,me faz feliz.
Tudo o que sou eu devo a eles.São meu modelo,que eu possa construir uma família que também seja fundamentada no mesmo amor e cumplicidade que meus pais construiram a nossa.A Deus eu agradeço pela vida de minha mãe e por eu ter sido a sortuda de ter sido gerada e esperada com tanto amor por ela.Eu te amo minha mãe e esse amor alimenta meus dias,me faz forte,me faz feliz.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Love Story
Eu sempre fui a amiga cúpido,a que
dava o maior apoio pra fulana ficar com fulano e zaz.Sempre a conselheira dos relacionamentos de amigas e seus namorados, apesar de nunca ter namorado.Achava lindo as demonstrações de carinho entre eles e nunca me imaginei daquele jeito com alguém.
Dizem que quando a gente menos espera o amor aparece,a oportunidade certa surge,e pra minha sorte foi assim que aconteceu.Quando eu menos esperei o amor chegou.Esse amor chegou em um típico dia de sábado, no cinema.Um amigo em comum nos apresentou,nos cumprimentamos e nada demais aconteceu naquele dia,foi bem pouco o tempo que passamos na presença um do outro,sem troca de olhares,sem interesses.
dava o maior apoio pra fulana ficar com fulano e zaz.Sempre a conselheira dos relacionamentos de amigas e seus namorados, apesar de nunca ter namorado.Achava lindo as demonstrações de carinho entre eles e nunca me imaginei daquele jeito com alguém.Dizem que quando a gente menos espera o amor aparece,a oportunidade certa surge,e pra minha sorte foi assim que aconteceu.Quando eu menos esperei o amor chegou.Esse amor chegou em um típico dia de sábado, no cinema.Um amigo em comum nos apresentou,nos cumprimentamos e nada demais aconteceu naquele dia,foi bem pouco o tempo que passamos na presença um do outro,sem troca de olhares,sem interesses.
Não pensei que fosse vê-lo novamente,na verdade ele não era nenhum pouco a pessoa que tava tomando meus pensam
entos aqueles últimos tempos.Semanas depois,em um domingo de círio,aquele menino a quem fui apresentada estava lá,envolvido na mesma causa que eu e que nossos amigos em comum.Daquela vez ele me chamou atenção,o seu jeito simpático, o modo como me tratou,o jeito como andava.Ele era do Convênio do colégio Moderno,eu era do primeiro ano do colégio Bartolomea.Minha amiga namorava o amigo dele e esse e os ensaios para os jogos internos do moderno foram o meu pretexto pra vê-lo,mesmo sabendo que ele me via apenas como uma colega e que aquela vontade de poder ser mais do que isso só partia de mim.Ao final de um desses ensaios ele,vendo que eu estava deslocada e "abandonada" pela amiga que estava aos beijos com o amigo dele,chegou comigo e em um gesto simples com poucas palavras,que lembro até hoje,disse: fica perto de mim que eu nunca vou te deixar sozinha.Pra quê ele falou aquilo?!Pra ele aquilo podia ser só uma gentileza,mas pra mim aquela atitude foi fundamental pra ele ter mais ainda minha atenção,mesmo que ele não percebesse,mesmo que ele nem ligasse.Comentei esse sentimento de vontade com a amiga que tínhamos em comum e ela querendo dar uma de cupi
do comentou com o namorado, que era o melhor amigo dele.As indiretas mandadas por eles não adiantaram de nada,porque ele não entendia,achava que eu tratava todo mundo daquele jeito,sempre gentil,sempre rindo.Ele não se tocava que as vezes que eu ria era de nervosismo por estar perto dele,todo mundo percebia,menos ele.E assim se passou um tempinho.
Fizeram os "papos" pra gente,disseram pra ele que se não fosse naquele sabado eu não ia mais querer e falaram o mesmo pra mim,que se não fosse naquele sabado ele não queria mais ficar comigo.Eu detesto me sentir sob pressão mas topei.O combinado foi de irmos para o cinema,nós e um outro casal.Cheguei tão nervosa no cinema.O filme começou e nada dele chegar.Já estava convencida de que não era pra ser,de que aquilo era o destino (acredito nisso) e de que se não fosse naquele dia eu não ia mais me envolver com ele.O filme acabou e ele não foi.Dando aquela voltinha no shopping recebo uma ligação de um amigo dizendo que eles (inclusive o tárcio) estavam subindo.O meu nervosismo aumentou,eu não parava de falar.Não sei o que me deu,quando eles chegaram eu peguei no braço dele e toda a galera que tava com a gente começou a procurar um lugar pra sentar.Quando todos estávamos já sentadinhos,eu começando a conversar com ele,aquela galera toooda se levantou e foi sentar pra outro lugar.Enfim sós.Eu?Caraaaamba,tava a mil por hora.Conversa vai ,conversa vem chegou a hora do beijo,que eu não estava esperando.Eu não conseguia olhar pra ele,olhava pra tudo,menos nos olhos dele.E de repente,ele veio na minha direção,me beijou.O beijo?O mai
s desastroso possível, porque eu,toda nervosa,bati meu dente no dele,e aquela situação me fez parar pra rir.Trocamos telefone e tudo.Os dias passavam e a gente ia se conhecendo melhor,beijando melhor,hehe.
entos aqueles últimos tempos.Semanas depois,em um domingo de círio,aquele menino a quem fui apresentada estava lá,envolvido na mesma causa que eu e que nossos amigos em comum.Daquela vez ele me chamou atenção,o seu jeito simpático, o modo como me tratou,o jeito como andava.Ele era do Convênio do colégio Moderno,eu era do primeiro ano do colégio Bartolomea.Minha amiga namorava o amigo dele e esse e os ensaios para os jogos internos do moderno foram o meu pretexto pra vê-lo,mesmo sabendo que ele me via apenas como uma colega e que aquela vontade de poder ser mais do que isso só partia de mim.Ao final de um desses ensaios ele,vendo que eu estava deslocada e "abandonada" pela amiga que estava aos beijos com o amigo dele,chegou comigo e em um gesto simples com poucas palavras,que lembro até hoje,disse: fica perto de mim que eu nunca vou te deixar sozinha.Pra quê ele falou aquilo?!Pra ele aquilo podia ser só uma gentileza,mas pra mim aquela atitude foi fundamental pra ele ter mais ainda minha atenção,mesmo que ele não percebesse,mesmo que ele nem ligasse.Comentei esse sentimento de vontade com a amiga que tínhamos em comum e ela querendo dar uma de cupi
do comentou com o namorado, que era o melhor amigo dele.As indiretas mandadas por eles não adiantaram de nada,porque ele não entendia,achava que eu tratava todo mundo daquele jeito,sempre gentil,sempre rindo.Ele não se tocava que as vezes que eu ria era de nervosismo por estar perto dele,todo mundo percebia,menos ele.E assim se passou um tempinho.Fizeram os "papos" pra gente,disseram pra ele que se não fosse naquele sabado eu não ia mais querer e falaram o mesmo pra mim,que se não fosse naquele sabado ele não queria mais ficar comigo.Eu detesto me sentir sob pressão mas topei.O combinado foi de irmos para o cinema,nós e um outro casal.Cheguei tão nervosa no cinema.O filme começou e nada dele chegar.Já estava convencida de que não era pra ser,de que aquilo era o destino (acredito nisso) e de que se não fosse naquele dia eu não ia mais me envolver com ele.O filme acabou e ele não foi.Dando aquela voltinha no shopping recebo uma ligação de um amigo dizendo que eles (inclusive o tárcio) estavam subindo.O meu nervosismo aumentou,eu não parava de falar.Não sei o que me deu,quando eles chegaram eu peguei no braço dele e toda a galera que tava com a gente começou a procurar um lugar pra sentar.Quando todos estávamos já sentadinhos,eu começando a conversar com ele,aquela galera toooda se levantou e foi sentar pra outro lugar.Enfim sós.Eu?Caraaaamba,tava a mil por hora.Conversa vai ,conversa vem chegou a hora do beijo,que eu não estava esperando.Eu não conseguia olhar pra ele,olhava pra tudo,menos nos olhos dele.E de repente,ele veio na minha direção,me beijou.O beijo?O mai
s desastroso possível, porque eu,toda nervosa,bati meu dente no dele,e aquela situação me fez parar pra rir.Trocamos telefone e tudo.Os dias passavam e a gente ia se conhecendo melhor,beijando melhor,hehe.No dia 22 de novembro de 2007,em frente a igreja dos capuchinhos ele me pediu em namoro.É,foi lindo pra mim.Eu?Uma baita sortuda,que esperou pela pessoa certa,no momento certo.De lá pra cá muita história pra contar,um amor cada vez maior,uma vontade de melhorar pelo outro,com o outro.A cada término e a cada volta uma necessidade da presença,da conversa,das risadas,enfim,do outro.E a distância que agora existe não me é nada perto desse amor que eu sinto,que me faz forte,que me faz feliz.
A verdade que eu sinto quando ele diz que me ama e que quer construir uma vida comigo,é a sinceridade dele ao dizer que tá chateado com certa atitude minha,é o fato de eu me sentir protegida quando eu tô com ele,é aquele sorriso que ele dá quando eu faço alguma gracinha mesmo ele estando chateado comigo,é mesmo querendo ficar chateada com ele e não conseguir,é ver um futuro com ele,é me apaixonar várias vezes pela mesma pessoa,é sentir nele um companheiro,alguém que eu tenho a certeza de que não vai fechar os braços e não vai negar ajuda quando eu mais precisar,é a confiança que foi crescendo e sendo construida com o tempo em uma base forte chamada conversa.Tudo isso me faz sentir que isso,que ele é amor.
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